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Hipertensão Arterial

O que é a hipertensão arterial (HTA)?

A hipertensão arterial constitui uma elevação crónica da pressão do sangue acima do valor normal (135/85 mmHg).

Segundo a OMS, assim como a Sociedade Internacional de Hipertensão Arterial e o Comité Nacional Conjunta E.U.A para prevenção, avaliação e tratamento (JNC), estabeleceram que a HTA corresponde a pressão diastólica superior a 90 mmHg e pressão sistólica superior a 140 mmHg

O que é a pressão arterial?

Define-se como a força que é exercida pelo sangue contra qualquer unidade da área da parede vascular (parede do vaso sanguíneo).

Quando afirmamos que uma determinada pessoa tem hipertensão (pressão arterial alta), significa dizer, que a sua pressão arterial média (PAM) está acima de faixa superior aceite como normal (PAM > 110 mmHg). Este nível de pressão média ocorre quando a pessoa pressão diastólica superior a 90 mmHg e pressão sistólica superior a 135 mmHg.

O coração apresenta dois movimentos que são conhecidos como sistóle que corresponde a contracção cardíaca (nível de pressão arterial 120 mmHg) e diástole que corresponde a relaxamento entre as contracções (nível de pressão arterial 80 mmHg)

Quais são as causas de Hipertensão Arterial?

90 a 95% dos hipertensos são de causas idiopática (desconhecida). Este tipo de hipertensão é conhecida como hipertensão essencial. Esta pode estar relacionada com factores genéticos (transmissão hereditária) ou com factores ambientais próprias do indivíduo (raça negra, idade avançada, sexo masculino, menopausa) ou ainda factores próprios do médio (alteração do estilo de vida (Excesso de consumo do sal, factores psico-sociais e sedentarismo)

Resultantes de outras doenças tais como doença renal (estreitamento das artérias renais) doenças endócrinas (problemas das glândulas supra-renais, doenças da glândula tiróide –hipertiroidismo), doença da artéria aorta, etc. Este tipo de hipertensão é conhecida como Hipertensão secundaria.

Quais os factores de risco para o desenvolvimento de HTA?

  • Sedentarismo;
  • Obesidade;
  • Diabetes Mellitus
  • Tabagismo
  • Consumo excessivo de bebidas alcoólicas
  • Consumo de alimentos ricos em gorduras

Como se manifesta clinicamente a HTA?

Geralmente é assintomática nas HTA leve a moderada, por isto é conhecida como “assassino silencioso”
Nas situações graves pode manifestar-se com cefaleias (dor de cabeça) epistaxis (perda de sangue pelas narinas), visão turva, palpitações, zumbidos ou morte.

Quais as complicações da HTA?

Entre as complicações mais importantes se destacam as seguintes:

  • Enfarto Agudo do miocárdio (EAM);
  • Acidente vascular cerebral (AVC);
  • Insuficiência renal;
  • Retinopatia hipertensiva;
  • Morte súbita

A HTA constitui:

O principal risco para o desenvolvimento de AVC;
O segundo factor de risco para o EAM;
O terceiro factor para o desenvolvimento da aterosclerose

A HTA:

É considerada o principal factor de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares;
à nível mundial é a segunda causa de insuficiência renal crónica (IRC), sendo em Angola a primeira causa de IRC.

Como tratamentos a HTA?

Para o tratamento da HTA é necessário uma mudança do estilo de vida. Existem vários medicamentos disponíveis que devem ser tomados sob recomendação médica. No caso de HTA essencial a toma desta medicação é para toda a vida, enquanto que na HTA secundaria a correcção da causa subjacente pode levar ao desaparecimento da HTA

Como podemos prevenir a HTA?

Alteração do estilo de vida:

  • Praticar actividade física regular;
  • Perda de peso nos indivíduos obesos;
  • Evitar alimentos com excesso de sal e com alto conteúdo em gorduras;
  • Primar por alimentos ricos em fibras;
  • Diminuir o consumo de álcool;
  • Evitar o tabagismo;
  • Evitar o stress

 

Elaborado: Dr. Alcino Melo (Nefrologista)

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